TipoResoluçãoNúmero626/2025Data do ato24/06/2025FonteCNJ_APIColetado em12/04/2026 20:28Origem da data
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Ementa
Altera a Resolução CNJ nº 483, de 19 de dezembro de 2022, que dispõe sobre o Sistema Nacional de Gestão de Bens (SNGB).
Classificação por IA
Resolução que altera o Sistema Nacional de Gestão de Bens (SNGB) do Judiciário, tornando obrigatório o cadastramento de bens apreendidos em procedimentos criminais e permitindo acesso a usuários externos (autoridades policiais). Não afeta diretamente os cartórios extrajudiciais.
Motivo da relevância: Ato exclusivamente dirigido à administração interna do Poder Judiciário e órgãos policiais para gestão de bens apreendidos em procedimentos criminais. Não cria obrigações para serventias extrajudiciais, não regulamenta sistemas obrigatórios para cartórios (SREI, SERP, CRC, ONR) e não interfere em serviços notariais ou de registro imobiliário/pessoal.
O PRESIDENTE DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA (CNJ)
, no uso de suas atribuições legais e regimentais,
CONSIDERANDO
que a
Emenda Constitucional nº 45, de 30 de dezembro de 2004
conferiu ao CNJ a função de aperfeiçoar o trabalho do Poder Judiciário brasileiro;
CONSIDERANDO
a necessidade de preservar as informações coletadas, possibilitando a documentação, a ordem cronológica, o registro dos responsáveis pelo manuseio desde a coleta até o descarte, em atenção ao disposto no
art. 158-A do Código de Processo Penal
;
CONSIDERANDO
as metas de monitoramento que integram a Estratégia Nacional de Combate à Corrupção e Lavagem de Dinheiro (Enccla);
CONSIDERANDO
a baixa utilização do Sistema Nacional de Gestão de Bens (SNGB) pelos tribunais e a ausência de integração com órgãos policiais;
CONSIDERANDO
a decisão do Plenário do CNJ no julgamento do Ato Normativo nº 0001226-93.2025.2.00.0000, na 3ª Sessão Extraordinária, realizada em 10 de junho de 2025;
RESOLVE
:
Art. 1º O
art. 3º da Resolução CNJ nº 483, de 19 de dezembro de 2022
, passa a vigorar com a seguinte redação:
“Art. 3º As unidades judiciárias assegurarão a adequada alimentação do SNGB quando do cumprimento da decisão judicial que incidir sobre o bem.
Parágrafo único. A alimentação do SNGB é obrigatória na esfera criminal e facultativa nos demais casos.” (NR)
Art. 2º O
art. 4º, caput e § 1º, da Resolução CNJ nº 483, de 19 de dezembro de 2022
, passa a vigorar com a seguinte redação:
“Art. 4º O SNGB possibilitará o acesso a usuários externos, previamente registrados no sistema “CNJ – Corporativo”, para permitir o cadastramento de bens apreendidos e a geração do termo de apreensão pela autoridade responsável pelo ato, facultando-se a alimentação automática de dados por meio de integração entre sistemas.
§ 1º As unidades judiciárias exigirão a alimentação do SNGB dos usuários externos responsáveis pela execução das restrições, assumindo a obrigação de cadastramento caso não o façam por ocasião do primeiro recebimento do termo de apreensão em investigações ou inquéritos policiais.” (NR)
Art. 3º O
art. 7º da Resolução CNJ nº 483, de 19 de dezembro de 2022
, passa a vigorar com a seguinte redação:
“Art. 7º É obrigatório o cadastramento no SNGB dos bens apreendidos em procedimentos de natureza criminal a partir da vigência desta resolução.
§ 1º Os tribunais terão o prazo de 1 (um) ano, a partir da publicação desta resolução, para concluir a migração dos bens eventualmente ainda ativos no extinto Sistema Nacional de Bens Apreendidos (SNBA).
§ 2º A Corregedoria Nacional de Justiça verificará a adequada alimentação do SNGB durante os procedimentos correicionais.” (NR)
Art. 4º Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação.
Ministro
Luís Roberto Barroso