TipoResoluçãoNúmero244/2016Data do ato12/09/2016FonteCNJ_APIColetado em12/04/2026 20:30Origem da data
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Ementa
Dispõe sobre a regulamentação do expediente forense no período natalino e da suspensão dos prazos processuais, e dá outras providências.
Classificação por IA
Regulamenta suspensão do expediente forense e prazos processuais no período natalino (20 de dezembro a 20 de janeiro), com garantia de plantões judiciários. Ato exclusivamente judicial, sem incidência em serviços notariais ou de registro.
Motivo da relevância: Resolução que disciplina exclusivamente organização interna do Poder Judiciário (suspensão de expediente forense, prazos processuais e atividade jurisdicional). Não trata de serviços notariais, registro de imóveis, registro civil, emolumentos, PLD/FT, sistemas de cartório (SREI, SERP, CRC, ONR) ou qualquer matéria que impacte as serventias extrajudiciais. Efeito restrito à administração judiciária.
O PRESIDENTE DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA (CNJ)
, no uso de suas atribuições legais e regimentais,
CONSIDERANDO
que o
inciso I do art. 62 da Lei 5.010, de 30 de maio de 1966
, estabelece feriado na Justiça da União, inclusive nos Tribunais Superiores, nos dias compreendidos entre 20 de dezembro e 6 de janeiro;
CONSIDERANDO
que a existência de critérios conflitantes quanto à suspensão do expediente forense gera incerteza e insegurança entre os usuários da Justiça, podendo, inclusive, prejudicar o direito de defesa e a produção de provas;
CONSIDERANDO
que o caráter ininterrupto da atividade jurisdicional é garantido, ainda que suspenso o expediente forense, no período noturno, nos fins de semana e nos feriados, por meio de sistema de plantões judiciários;
CONSIDERANDO
a nova redação da
Lei 13.105, de 16 de março de 2015
, atual Código de Processo Civil, que entrou em vigor em 18 de março de 2016 e suspende os prazos processuais na forma prevista no seu
art. 220
;
CONSIDERANDO
a decisão plenária tomada no Ato Normativo 0004213-20.2016.2.00.0000 na 19ª Sessão Virtual, realizada em 6 de setembro de 2016;
RESOLVE:
Art. 1º Os Tribunais de Justiça dos Estados poderão suspender o expediente forense, configurando o recesso judiciário no período de 20 de dezembro a 6 de janeiro, garantindo atendimento aos casos urgentes, novos ou em curso, por meio de sistema de plantões.
Parágrafo único. Os tribunais regulamentarão o funcionamento de plantões judiciários, de modo a garantir o caráter ininterrupto da atividade jurisdicional, com ampla divulgação e fiscalização pelos canais competentes, observados os termos da
Resolução CNJ 71, de 31 de março de 2005
.
Art. 2º O recesso judiciário importa em suspensão não apenas do expediente forense, mas, igualmente, dos prazos processuais e da publicação de acórdãos, sentenças e decisões, bem como da intimação de partes ou de advogados, na primeira e segunda instâncias, exceto com relação às medidas consideradas urgentes.
§ 1º O período equivalente ao recesso para os órgãos do Poder Judiciário da União corresponde ao feriado previsto no
inciso I do art. 62 da Lei 5.010/66
, devendo também ser observado o sistema de plantão.
§ 2º A suspensão prevista no caput não obsta a prática de ato processual necessário à preservação de direitos e de natureza urgente.
Art. 3º Será suspensa a contagem dos prazos processuais em todos os órgãos do Poder Judiciário, inclusive da União, entre 20 de dezembro a 20 de janeiro, período no qual não serão realizadas audiências e sessões de julgamento, como previsto no
art. 220 do Código de Processo Civil
, independentemente da fixação ou não do recesso judiciário previsto no artigo 1º desta Resolução.
Parágrafo único. O expediente forense será executado normalmente no período de 7 a 20 de janeiro, inclusive, mesmo com a suspensão de prazos, audiências e sessões, com o exercício, por magistrados e servidores, de suas atribuições regulares, ressalvadas férias individuais e feriados, a teor do
§ 2º do art. 220 do Código de Processo Civil
.
Art. 4º Ficam revogadas as
Resoluções CNJ 8, de 29 de novembro de 2015
e
241, de 9 de setembro de 2016
.
Art. 5º Esta resolução entra em vigor na data de sua publicação.
Ministro
RICARDO LEWANDOWSKI