TipoResoluçãoNúmero58/2008Data do ato12/08/2008FonteCNJ_APIColetado em12/04/2026 20:31Origem da data
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Ementa
Dispõe sobre a exigência, como requisito para provimento do cargo de Escrivão Judicial, da conclusão de curso superior, preferencialmente em Direito.
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Resolução que exige curso superior (preferencialmente em Direito) para provimento do cargo de Escrivão Judicial nos tribunais estaduais e DF. Ato administrativo-judicial que não afeta operação de cartórios extrajudiciais.
Motivo da relevância: Ato voltado exclusivamente para requisitos de admissão de servidores do Poder Judiciário (escrivães judiciais). Não estabelece obrigações, procedimentos ou regulamentações aplicáveis aos cartórios extrajudiciais (notariais e de registro). Não toca em serviços notariais, emolumentos, sistemas obrigatórios (SREI, SERP, CRC) ou qualquer matéria material do foro extrajudicial.
O PRESIDENTE DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA
, no uso das atribuições atribuídas pelo art. 103-B da Constituição Federal,
CONSIDERANDO
haver sido confiada ao Conselho Nacional de Justiça a missão de orientar os órgãos jurisdicionais no implemento de meios capazes de facilitar o acesso à Justiça, racionalizar o serviço prestado e viabilizar o aumento da produtividade dos servidores, com vistas a garantir a efetividade da prestação jurisdicional;
CONSIDERANDO
que o escrivão judicial auxilia na administração da justiça e as principais atividades por ele desenvolvidas requerem formação jurídica para serem executadas em grau de segurança, e que tal exigência já existe no âmbito federal;
CONSIDERANDO
o paradigma da Resolução nº 48 do CNJ e o que decidido no PP 200810000005702;
RESOLVE:
Art. 1º Determinar aos Tribunais de Justiça estaduais e do Distrito Federal que passem a exigir, como requisito para provimento do cargo de Escrivão Judicial ou equivalente, a conclusão de curso superior, preferencialmente em Direito.
Art. 2º Os Tribunais deverão, no prazo de 90 (noventa) dias, informar as medidas adotadas para cumprimento da presente resolução.
Art. 3º Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação.
Ministro GILMAR MENDES