O CNJ padroniza o modelo de ementa para acórdãos dos tribunais, visando uniformidade e facilitação de pesquisa jurisprudencial. A medida não impacta a rotina operacional de cartórios extrajudiciais.
Temas
padronização de ementasjurisprudênciaorganização judiciária
Motivo da relevância
Ato administrativo-normativo interno do CNJ voltado à catalogação e inteligibilidade de decisões judiciais. Não regula atribuições, deveres, direitos ou responsabilidades de delegatários de serventias extrajudiciais, nem afeta procedimentos, competências ou emolumentos do foro extrajudicial.
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CNJ define modelo de ementa a ser utilizado pelos tribunais nos acórdãos
O Plenário, por unanimidade, aprovou a Recomendação CNJ nº 154/2024, que estabelece um modelo
para a elaboração de ementas de acórdãos nos tribunais brasileiros.
A ementa é uma síntese da matéria decidida que vem logo no início dos acórdãos dos tribunais. A
catalogação organizada das ementas facilita a pesquisa de jurisprudência. No entanto, observa-se uma falta de
uniformidade nas ementas dos acórdãos proferidos pelos mais de 90 tribunais do país.
Assim, a recomendação traz, em seu anexo I, um modelo padronizado a ser seguido pelos tribunais.
O objetivo é favorecer a localização de precedentes e padronizar os dados para o uso de inteligência
artificial (IA), uma vez que modelos semelhantes facilitam o treinamento desse tipo de ferramenta.
Outro objetivo da norma é facilitar a compreensão das decisões. O anexo II contém um manual
baseado no Pacto Nacional do Judiciário pela Linguagem Simples.
De acordo com as orientações do manual, as ementas devem ser divididas em: i) cabeçalho ou
indexação; ii) caso em exame; iii) questão em discussão; iv) razões de decidir; v) dispositivo e tese, quando
for o caso. Ao final, a ementa deve registrar a legislação e a jurisprudência relevante citada no julgado.
O texto deve ser claro e objetivo para que as partes, os interessados e a população em geral
compreendam, de forma rápida, os principais pontos e fundamentos do julgado. Isso decorre do direito de
acesso à informação e da motivação das decisões que devem ser compreensíveis - CF, arts. 5º, XIV e 93, IX.
O manual oferece ainda exemplos de ementas de decisões já proferidas no Supremo Tribunal Federal,
no Superior Tribunal de Justiça, no Tribunal Superior do Trabalho, assim como de temas recorrentes na Justiça
Estadual, na Justiça Federal e na Justiça do Trabalho.
O ato normativo foi produzido pela Presidência do Conselho em conjunto com a Corregedoria
Nacional de Justiça.